sábado, 1 de junho de 2013

Hoje, dia 1 de Junho de 2013, já acabou a Liga, já se jogou a final da UEFA, e já se realizou a final da Taça de Portugal.
Denominador comum nestas 3 competições? Até aos últimos segundos das 3 competições, o Benfica podia conquistar as 3 provas!

Na Liga Portuguesa, o Benfica deslocou-se ao dragão com uma vantagem de dois pontos (uma semana antes a vantagem era de 4 pontos, desperdiçada com o empate na Luz frente ao Estoril),naquele que seria o jogo do titulo na penúltima jornada da Liga. O Benfica apresentou-se mais defensivo que o normal, e após algumas dificuldades parecia controlar o jogo, pelo menos até ao minuto 92, altura em que Kelvin matou a resistência benfiquista com o seu pé esquerdo, depois de ser mal coberto por Roderick. Nessa altura, em que até Jesus se ajoelhou no relvado, fulminado por aquele golpe cruel, no término da partida, toda a nação benfiquista entendeu: os Deuses não estavam com o Benfica, e algo de muito mau iria acontecer...


Dias depois, final da Taça Europa, em Amesterdão, frente ao ainda campeão europeu Chelsea, que foi o carrasco do Benfica nos quartos de final da anterior edição da Champions, prova que viria a vencer. Desta vez, tal como no encontro passado, o Benfica foi superior aos ingleses, jogando um futebol de 1ª linha, com uma nota artística a roçar o perfeito, deixando a Europa do futebol rendida aos encarnados. Mas, tal como sucedeu no dragão, nos minutos finais, e quando parecia que o Benfica daria o golpe de misericórdia ao seu adversário, desfazendo o empate que se verificava nessa altura, a cabeça de Ivanovic achou o caminho do golo, deixando Artur e seus companheiros prostrados no relvado, mais uma vez com a sensação de uma qualquer cruel arma branca espetada à traição nas suas (legitimas) ambições e desejos.


Poucos dias passados, final da Taça de Portugal. Jamor. Um regular Vitória de Guimarães orientado por um competente Rui Vitória era o adversário. Benfica marca 1º, sofre o empate e, a poucos minutos do fim, Ricardo acaba com o Benfica, batendo um mal amparado Artur que, mais uma vez, pareceu mal batido e viu a bola entrar na sua baliza, aquela que foi a menos batida durante a época, quase parecendo que os golos contra se haviam guardado para as finais...e termina o jogo. O Benfica perde a sua 2ª final em poucos dias, além de já ter perdido a Liga poucos dias antes...


Do fantástico triplete, que estava ao alcance dos encarnados duas semanas antes, nada restou. Apenas uma grande onda de contestação a técnico e jogadores, que viram tudo o que de bom fizeram, o fantástico futebol que criaram durante a época, os maravilhosos momentos futebolísticos com que nos presentearam, imersos neste mar de desilusão, personificada nestas três derrotas, mais do que as derrotas sofridas nos dois últimos campeonatos nacionais...e apenas em duas semanas!
Do céu ao inferno, de Jesus a Satanás, de génios a incompetentes...esta é a verdade do futebol. De um dia para o outro, o que era bom passa a ser mau, e o que era excelente passa a ser inconcebível.
Maldição? Azar? Incompetência? Incapacidade emotiva para triunfar sobre pressão nos momentos decisivos? Eu não acredito em bruxas, mas que as há, disso não tenham dúvidas!
Momento para reflectir, para identificar as falhas e aprender com elas, preparando a nova época para que, caso o Benfica consiga voltar a estar numa posição em que possa triunfar em 3 das competições em que participe, desta vez não desperdice pelo menos uma delas...